Download dos Anais e Posteres do Congresso Internacional

 Anais do Congresso Internacional:  “O que é uma escola de Projeto na contemporaneidade – Questões de ensino e critica do conhecimento em Arquitetura e Urbanismo”  (clique no link abaixo para fazer o donwload)

Anais Congresso Internacional de Ensino Mackenzie 2013

Posteres apresentados no Congresso. (clique no link abaixo para fazer o donwload)

Anexos Posteres

Congresso Internacional

Congresso Internacional “O que é uma escola de Projeto na contemporaneidade – Questões de ensino e critica do conhecimento em Arquitetura e Urbanismo” 

Promove: FAU UPM – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo, Brasil.

Organiza: FAU UPM – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo, Brasil. INIFAUA – Instituto de Investigación – Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Artes. Universidad Nacional de Ingeniería. Lima, Peru.

Natureza do Evento

O Congresso Internacional “O que é uma escola de Projeto na contemporaneidade? – Questões de ensino e critica do conhecimento em Arquitetura e Urbanismo” convida a comunidade acadêmica a debater a educação do arquiteto e do urbanista a partir do entendimento do “raciocínio de projeto” desde sua instância antropológica, social, política, sua especificidade no exercício profissional do arquiteto, interdisciplinaridade e interfaces com outros campos e formas de discurso necessariamente envolvidos na didática das escolas de arquitetura e urbanismo frente aos desafios contemporâneos.

O evento propõe cartografar a história, o estado atual da arte e os projetos em gestação, no ensino, a partir do raciocínio de PROJETO nas várias áreas de atuação do arquiteto, ou seja, nas relações que estabelece com a Arquitetura, o Urbanismo, o Planejamento Urbano, a Teoria, a História e as Técnicas.

Com igual importância, na proposta deste seminário emerge outro mote que seja o de se apresentar como a segunda edição de um encontro realizado em Lima – Peru, nos dias 5, 6 e 7 de julho de 2011, intitulado Congreso Internacional “100 años de enseñanza en arquitectura”, promovido pelo Instituto de Investigación da Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Artes da Universidad Nacional de Ingeniería. A iniciativa em promover um segundo encontro representa um avanço ao estabelecer a periodicidade na troca de experiências entre pesquisadores, docentes e discentes da América Latina e, também, de outros continentes na construção de uma rede de pesquisadores interessados no tema proposto.

É parte integrante do seminário, o convite à participação de alunos e ex-alunos de graduação da FAU Mackenzie, integrando-se à discussão através do relato de suas experiências em outras escolas, através de intercâmbios ou cursos de verão.

Idiomas: português e espanhol

Data: 9 a 11 de setembro de 2013
Local: FAU/Mackenzie – – São Paulo, Brasil

Fomento: Fundo Mackenzie de Pesquisa MackPesquisa

O PROJETO como questão e tarefa

Dadas as alterações estruturais – forma de produzir a vida material, nova organização do capital internacional, outra sociabilidade no que se refere à cultura de massas, “revolução” da informação, novas condições colocadas ao público/privado e nas associações tempo/espaço etc -, quais seriam as condições possíveis ao PROJETO (pensamento e prática) e ao ensino de projeto? Quais as possíveis reflexões – e propostas – que têm contabilizado essas temáticas e quais propostas têm representado exercícios no sentido de se reencontrar (ou criar) oportunidades efetivas (com real significado e valor) no ensino do projeto, em seu papel político e em suas diversas escalas?

Essa não é uma questão inédita, a de se colocar criticamente frente aos “novos problemas”, a partir do reconhecimento de que “velhos conceitos” talvez não sejam suficientes ao enfrentamento de condições que se transformaram. Aparece como uma colocação que motivou potencialmente a crítica (TAFURI, 1976) e que nos parece fundamental quando se discute ensino. Ou seja, as solicitações e demandas são diversas no tempo histórico e as atividades de ensino – que se renovam – precisam ser vistas criticamente, reconhecendo dinâmicas e antecipando possibilidades outras.

A arquitetura e sua relação com a matriz urbana como condição que recoloca a ação de projeto vinculada a processos sociais é destaque constante em trabalhos de arquitetos-autores contemporâneos, que se empenham em buscar sentido para a arquitetura e o urbanismo (Rem Koolhaas). Nesse sentido, como não contar com a transdisciplinaridade? E, por outro lado, como mapear a cidade real? E se o urbano é a “nossa intriga” (Paulo Mendes da Rocha), quais outras possibilidades e lugares para a arquitetura e o urbanismo que, indo de encontro às questões contemporâneas fundamentais, se disponham a formular as tarefas do PROJETO e seu protagonismo nos processos de ensino?

Nesse sentido, o que seria uma escola de PROJETO na contemporaneidade? Como aportar questões que constituam escopo das disciplinas, das atividades dos laboratórios e quais seriam as principais temáticas condutoras dos projetos político-pedagógicos das escolas de Arquitetura e Urbanismo?

Diante da complexidade contemporânea, a pesquisa passa a ser um substrato fundamental da experiência de aprendizagem e o ensino uma atividade de responsabilidade coletiva, no qual professores e alunos se colocam como pesquisadores. Como articular, ensino e investigação como modos complementares de se construir teorias e práticas projetuais? Por outo lado, para além dos conteúdos, o raciocínio de projeto exige interdisciplinaridade e interfaces com outros campos e formas de discurso para seu desenvolvimento teórico e técnico inerentes ao contexto cultural de sua época e necessariamente envolvidos com o papel político das escolas de arquitetura e urbanismo frente aos desafios contemporâneos. Como construir, portanto, pelo ensino do raciocínio de PROJETO, processos de auto responsabilidade para a ação e a transformação? Como efetivar um processo de ensino investigativo, criativo e participativo?

SUBTEMAS

Subtema 01. Cultura e sociedade – Teoria e projeto

A expectativa, no que se refere ao Subtema 01, é eleger um repertório teórico e produzir ensaios sobre o raciocínio de PROJETO, e sua relação com outras áreas do saber, orientando perspectivas e construindo projetos possíveis e apropriados para a prática e para o ensino.

A questão da interdependência entre “cultura e sociedade” é proposta como uma temática que complementa a relação “teoria e projeto”, na qual se pretende investigar, por um lado, uma afinidade que, necessariamente, se afasta da abstração e do idealismo e é parte de uma ação sociocultural que aponta para a interdisciplinaridade inerente ao processo projetual e ao desenvolvimento teórico: uma reflexão sobre a ação responsável do PROJETO no universo da cultura, cujo sentido ético é construído concomitantemente ao modus operandi. Interessa, portanto, a construção teórica indissociável da prática, sua relação produtiva e interdependente com o projeto. Teorias que não estão a serviço da prática, que não se fazem utilitárias mas que orientam o projeto enquanto construção conceitual e referência disciplinar que produzem significado social e conhecimento.

Por outro lado, também se propõe a pensar qual a discussão teórica diante de uma produção potente que busca ser protagonista da construção de uma nova situação urbana? Diante do diferencial da prática, talvez o caminho para a Arquitetura possa passar por um retorno à Teoria, ou melhor, ao conceito de teoria. De onde parte a Arquitetura? Como podemos pensar a Arquitetura? Ao pronunciarmos Arquitetura estaríamos já prenunciando a primazia do Projeto? Mas, onde começa o projeto arquitetônico? Se podemos predizer que o fazer já pressupõe um pensar e teorizar, não poderíamos afirmar que o pensar e teorizar também podem já pressupor um projetar? O mérito dessa discussão, de começar um debate com essa indagação, reside na possibilidade de uma deslimitação por vir dos campos, nomes, formas e sentidos que antecipam os entendimentos possíveis acerca daquilo que nos chega como próprios do projeto e da teoria.

Subtema 02: Arquitetura, Arte e Design

O que há de promissor no ensino de Arquitetura e do Urbanismo que contemple contaminação e o olhar criativo da arte e do design do ponto de vista do processo de aprendizagem e a explicitação de um discurso que oriente a ação criadora / transgressora?

A arte se apropria, aprende, estabelece uma relação com a realidade. Está à frente dos discursos como “antecipadora” das transformações sociais já presentes na realidade, porque está atenta às mudanças e, a partir delas, constrói raciocínios inusitados com a condição

metropolitana, as ruínas da cidade industrial, com o anonimato, com a História e coloca novas questões a partir de recursos não convencionais.

O Design, por sua vez, lembra à arquitetura do Brasil e outros países que seu desenho ligado aos processos produtivos escancara o atraso da não industrialização da construção civil, ainda atada a processos artesanais. Também remete à reflexão sobre o desperdício de materiais, o ciclo de vida dos objetos, e suas possibilidades de reuso, à produção excessiva e irrefletida de artefatos descartáveis.

Tanto a Arte como o Design “pensam” as restrições como potencialidade criativa, olham para as novas práticas que se inscrevem na organização da sociedade pós-industrial e o projeto de prover o arranjo possível da possibilidade de habitar, gerar transformação, promover interação cultural e difundir outros raciocínios.

Subtema 03 -Patrimônio, Território e Ambiente

A associação das temáticas Patrimônio, Território e Ambiente tem como objetivo investigar as articulações possíveis entre essas linhas de atuação projetual e de elaboração teórica. Na perspectiva de uma possível e necessária interdisciplinaridade. A história e a cultura, a questão da paisagem, a construção das cidades e a preservação da natureza são bens patrimoniais, advindos de um saber que elabora um raciocínio de equilíbrio e valor para o legado e a ação de transformação.

Tem-se como pressuposto, portanto, que as relações entre essas temáticas são fundamentais e devem ser mais bem explicitadas. Assim, as noções de patrimônio material e imaterial, de paisagem geográfica e cultural, e também as questões vinculadas às discussões sobre o ambiente e a sustentabilidade urbana, colocam-se como desafios para o PROJETO e para a produção teórica frente a realidades complexas.As diversas escalas e relações envolvidas são inerentes às preocupações deste subtema, na medida em que as articulações que envolvem desde o objeto até o território parecem exigir novas abordagens analíticas e interpretativas, suas relações com a História e as Ciências, bem como novas propostas pedagógicas.

Subtema 04 – O saber da técnica na construção do saber

A aprendizagem do “saber fazer” deve considerar o pensar criativo e critico, para o aluno e para o professor, de modo a conduzir um processo interativo de descoberta do “aprender a aprender”. O pensar criativo faz referência aos procedimentos da arte. A critica se utiliza do raciocínio lógico inerente ao conhecimento científico e agrega a capacidade de identificar, analisar e interpretar.

O raciocínio lógico resolve problemas. O procedimento critico propõe questões. Mas ainda há que se considerar o pensamento abstrato, cujo princípio está na técnica, que viabiliza o encontro entre teoria e experiência e alimenta a formação de conceitos e a construção de novas coisas concretas.

A apropriação do saber técnico permite aceder à evidência da configuração, da ficção, da visão de mundo, e possibilita realizar o que se antecipou no horizonte do desejo, ou seja, na intenção de um projeto.

Tendo em vista avançar as discussões sobre o projeto e a prática projetual no âmbito do ensino de arquitetura, esta sessão pretende discutir trabalhos que enfoquem a técnica como o saber que ampara a materialização de um desejo criador, seja na construção de objetos e/ou estruturas espaciais, seja nas práticas, processos e métodos de ensino.

TEMPOS:

01. Docs da memória: construção de um dossiê histórico e a visão critica de sua atualidade de: marcos nas estruturas curriculares na alteração e/ou criação de novos currículos | seminários e encontros de ensino significativos.

02. Experiências contemporâneas: panorama do estado da arte no que se refere a currículos, didática e metodologias de ensino, conteúdos, experimentações.

03. Prospecções: projetos em gestação quanto a currículos, didática e metodologias de ensino, conteúdos, experimentações.

“Docs da memória”, “Experiências contemporâneas”, “Prospecções” são os tempos do seminário. Há um tempo a ser revisto. Um tempo de ação do projeto e a necessidade de preencher a lacuna do discurso, da construção teórica advinda desta prática que não foi devidamente explicitado e publicado. Há o tempo contemporâneo que discute a ação do projeto diante dos desafios da metrópole e do fenômeno da globalização. Há o tempo do porvir que depende do projeto que providencia o futuro.

PARTICIPAÇÃO DOCENTE E ALUNOS PÓS-GRADUAÇÃO

O seminário está aberto à participação de docentes e alunos pós-graduação em sessões de trabalho na modalidade COMUNICAÇÃO, enviados como textos completos.

 

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Informações ALUNOS E EX-ALUNOS GRADUAÇÃO

 

Caros alunos e ex-alunos,

Sobre a participação no SEMINÁRIO DE ENSINO: Congresso Internacional “O que é uma escola de Projeto na contemporaneidade – Questões de ensino e critica do conhecimento em Arquitetura e Urbanismo”, programado para acontecer de 9 a 11 de setembro de 2013, enviamos maiores informações.

Acesse pôster: https://projetocontemporaneo.files.wordpress.com/2013/06/layout_do_poster.pdf

Os trabalhos completos podem selecionar uma das três modalidades propostas:

Modalidade 01. Depoimento intercambistas – O curso que me acolheu

A proposta é conhecer a experiência de alunos e ex-alunos de cursos de graduação em Arquitetura e Urbanismo que fizeram intercâmbio em escolas de excelência fora do país.

Aluno[s] | Escola de origem

Roteiro sugerido: Nome da escola – Cidade – Ano do intercâmbio | Curso | Disciplina | Professores [biografia] | Proposta da disciplina | Método de ensino | Dinâmica aprendizagem | Bibliografia | A experiência [trabalho desenvolvido] | Visão critica [da experiência]

Modalidade 02. Estudos | Pesquisa – Outra escola, Outro currículo, Outra disciplina

Nesta modalidade a ideia é conhecer outras escolas cujo currículo ou mesmo cuja estrutura de uma disciplina propõe uma abordagem considerada como inovadora e exemplar no enfrentamento da complexidade contemporânea.

Aluno[s] | Escola de origem

Roteiro sugerido: Nome da escola – Cidade | Curso | Disciplina | Professores [biografia] | Proposta da disciplina | Método de ensino | Dinâmica aprendizagem | Bibliografia | Trabalhos propostos | Visão critica.

Modalidade 03. Estudos | Pesquisa – Ateliês de projeto

A participação em ateliês, workshops, talleres de projeto em outras escolas certamente agrega uma experiência singular pela dinâmica de trabalho e pelas propostas inusitadas. Esta modalidade propõe o relato critico desta experiência.

Aluno[s] | Escola de origem

Roteiro sugerido: Nome da escola – Cidade – Ano | Título do evento | Professores [biografia] | Proposta do evento | Dinâmica de trabalho | Bibliografia | Trabalhos desenvolvidos | Visão critica.

 

Uma vez enviado o trabalho, cada participante receberá a resposta de recebimento do arquivo pela organização e uma ficha de inscrição que deve ser preenchida, assinalando a opção por um dos subtemas propostos, e enviada para que se efetive a possibilidade de participação.